Contos Imediatos do Terceiro Grau

 
 

"Prezado amigo Yuri, raras inteligências perceberam tão bem quanto a sua o vácuo atormentado da sua geração."
(Olavo de Carvalho)

" Yuri, (...) você tem enorme talento e nem quero afirmar que haja algo de osmose por aí. Ou a osmose permitiu a aproximação com a Hilda [Hilst]. (...)Abracadabraço."
(Millôr Fernandes)


      Caro(a) leitor(a)

     Este livro foi iniciado em Agosto de 1996 e concluído em Maio de 1997. Foi publicado um ano depois pela Editora Vertente (SP) e, em 2000, convertido pela primeira vez para diversos formatos digitais (eBooks). Em todo esse tempo, ele vem recebendo muitos elogios e, graças a Deus, algumas críticas mais duras, o que provavelmente significa não ser ele uma unanimidade e, portanto, uma obra burra e fechada. Neste livro, aliás, você encontrará meu amor pela literatura e pela vida universitária. E, claro, também minha decepção por esta última.

     Em conversas com alguns leitores, tenho notado que alguns fatos verídicos, descritos por mim em vários contos, são tomados por viagens da minha imaginação. Outros, realmente imaginários, são considerados retrato da realidade. Essa confusão muito me diverte. Mas fiquem certos, por exemplo, de que realmente existe uma estátua do John Lennon no campus da UnB. Veja por si mesmo:

 

John Lennon e Mickey Mouse - Minhocão - UnB

    Outros tampouco acreditam que a biblioteca – após a universidade ter sido privatizada e comprada pela Disney – tornou-se uma mistura de área de lazer de shopping center, castelo da Cinderela e, claro, de biblioteca. Eis as provas:


Biblioteca da UnB

Esta, ao lado, é a biblioteca antes da privatização. Atrás, a reitoria.







Biblioteca da Cinderela

E esta outra é a mesma biblioteca após ser reformada pela Disney.


     (Ei! Não pense que, só porque o cenário da maioria dos contos é a UnB, você não se identificará com as histórias. A UnB está para mim, assim como Atenas está para Aristófanes: mero pretexto para rir e enfiar o dedo em algumas feridas não cicatrizadas. Tudo bem, eu sei que não tenho moral para me meter com a direção das universidades, afinal não me formei sequer em economia doméstica, mas nesse ponto sou meio antiquado e, portanto, continuo achando que a universidade é um local para estudos, contemplação e diversão inteligente (nesta ordem), e não para lavagem cerebral política e para "monos gramáticos" que não desejam senão um canudo.)

     Bom, para encerrar, gostaria de dizer que o conto A Vingança de Piupiu foi escrito antes do assassinato daquele calouro de medicina em São Paulo. Logo, qualquer semelhança foi mera previsão. E falando nisso, quando brinco com a possível existência de um astronauta brasileiro, ainda não se falava no dito cujo. O conto que aborda o assunto foi escrito em 1996 e, como nessa época eu não lia notícias, não sei se o nosso astronautinha já havia sido selecionado pela NASA. Há ainda, é verdade, outras previsões espalhadas pelos contos, algumas já cumpridas, outras... veremos. O que realmente importa, no final das contas, é que você, ao ler este livro, se divirta tanto quanto eu me diverti ao escrevê-lo.

     For†e abraço

    Yuri V. Santos

 

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