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Yuri, Li. (...) o livro (A Tragicomédia Acadêmica) é muito bom. Imperfeito em alguns aspectos, mas as histórias são ótimas. Você fez bem em contá-las. É impressionante para um livro de estréia. Tem cada um... Aliás, tem cada livro de escritor não-inédito que não dá nem pra folhear. O seu me prendeu. Primeiro, pelo tema. Afinal, como você deve saber, já escrevi também sobre minha desilusão com a faculdade: leia aqui. Depois, pela realização mesma. Você sabe contar histórias. E isso é o mais importante. A forma, você aprimora depois. É questão de tempo. Pra mim, você já é um escritor. (...) Abração, parabéns, Julio (Julio Daio Borges é editor do Digestivo Cultural.) Internet >>> L.S.D.eus - Digestivo nº259
Yuri Vieira Santos, Yuri V. Santos ou simplesmente Yuri Vieira é uma dessas vozes inquietas e inquietantes da internet brasileira. Atualmente pode ser descoberto através de seu podcast, O Garganta de Fogo, em que – aproveitando o formato – recicla-se e recicla velhos trabalhos. O site de Yuri é meio berrante em termos de cores, de modo que não convida o internauta a visitas muito longas. Do mesmo jeito, seu livro, A Tragicomédia Acadêmica, de um azul royal meio esverdeado, recheado de bons contos, resumindo um pouco do espírito de cada faculdade por que passou... Yuri se matriculou em mais de quatro, dedicou sete anos à academia mas não se formou. Foi morar com Hilda Hilst, a “mestra” que não teve, segundo suas palavras, na Casa do Sol. Lá, conheceu gente como Bruno Tolentino e estabeleceu ligações, para contatos futuros, com unanimidades como Lygia Fagundes Telles. O irônico de uma existência agitada, que começou em São Paulo, pousou no Equador, escalou vulcões em erupção, transferiu-se para Goiânia e fixou raízes em Brasília – tudo isso antes de Campinas e de Hilda –, é que Yuri parece não ter encontrado, ainda, a resposta. “Tenho 33 anos e não sei ainda o que vou ser quando crescer”, profetizou num evento cultural em outubro... Enquanto a noite não vem, o dia não chega ou a vida não acontece, Yuri posta suas idéias no Karaloka. Ex-webmaster de Hilda Hilst, dividiu sua produção em várias frentes e tem narrativas tão variadas quanto: uma passagem traumática pela Boca do Lixo, um diálogo insólito com um amigo paranóico e até uma sessão peculiaríssima ao lado de Tolentino e dos cachorros de Hilst. (Disso, Yuri sonorizou alguma coisa.) Vieira ou Vieira Santos põe fé que, de si, o mundo um dia ouvirá falar. Ao mundo – Yuri –, às vezes faltam ouvidos de escutar. Mas, com a internet, a sorte está lançada. |
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